Vida adulta: e agora?

Veja depoimentos de quem teve que lidar com os desafios da vida adulta

Por: Arthur Guimarães, Bernardo Porfírio, Fernando Garcia, Gabriel Passeri e Pedro Costa.

A transição para a vida adulta é um importante momento da vida. Sua chegada é acompanhada de novas responsabilidades e desafios. Esse movimento, comumente, deixa jovens angustiados e confusos quanto ao futuro.

Segundo o Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da USP, há um ciclo vital constituído por algumas fases essenciais da vida: infância, adolescência, adultez e terceira idade. 

A fase que conhecemos como “vida adulta” pode ser dividida em duas: adulto jovem (de 20 a 40 anos) e de meia-idade (de 40 a 65 anos), cada uma delas com características específicas. Na primeira, os indivíduos passariam por transformações de desvinculação da adolescência; na segunda, por vínculos mais profundos com o mundo do trabalho e os papéis sociais.

A passagem para a vida adulta pode trazer dificuldades com o cumprimento das responsabilidades e com a definição dos papéis sociais e isso pode causar apreensão.

As brasilienses Giovana, 21, e Carolina, 22, pouco têm em comum, mas ambas compartilham algumas impressões sobre a vida adulta. 

Sou mãe. E agora?

No Brasil, a gravidez durante a adolescência tem crescido nos últimos anos. (Foto: Giovana Daniela)


Giovana Daniela é da “Geração Z” (pessoas nascidas entre 1990 e 2010). apesar de seus contemporâneos serem conhecidos por deixarem tudo para mais tarde, com ela não foi assim. 

Aos 17, a estudante se tornou mãe e teve que se ausentar do segundo ano do ensino médio e completar seus estudos em um supletivo. “Quando eu soube da vinda da Maria Antonia, tive que fazer inúmeras transformações na minha vida para me dedicar 100% ao desenvolvimento de minha gestação. Me tornei adulta mais cedo”, afirma a assessora de imprensa, que hoje tem 21 anos.

No Brasil, a gravidez no período da adolescência, 15 a 19 anos, cresce a cada ano. Segundo dados da OMS divulgados em 2018, o índice nacional está acima da média latino-americana, estimada em 65,5. Aqui, nascem cerca de 68,4 bebês a cada mil meninas dessas idades, número muito superior se comparado à média mundial, que gira em torno de 46 nascimentos e à dos Estados Unidos, que é de 22,3. 

Para Giovana, a transição da juventude para a fase adulta tornou-se mais difícil. Mesmo tendo um amplo suporte financeiro e emocional por parte da família, a vontade viver as experiências que as suas amigas viviam, como festas e viagens, por exemplo, não era compatível com as novas responsabilidades que a vida a trouxe mais cedo do que o normal. Mesmo assim, ela reconhece que é privilegiada em relação à maioria das jovens que cedo se tornam mães. “Eu pude enfrentar essa fase, porque tive muito apoio. Sei da existência de meninas passando por situações muito mais difíceis que a minha”, conta. 

Além disso, sua rápida conscientização sobre o significado da adultez a ajudou muito em sua caminhada. “Quando percebemos o comprometimento necessário com o lugar que a gente ocupa, nos preocupamos em deixar para a geração futura um mundo melhor. Esse é o sintoma principal do que realmente é ser adulto”, afirma.

Formei. E agora?

Ana Carolina Ramos, recém formada em Nutrição pelo UNICEUB. (Foto: Carol Ramos)

Colocar em prática o projeto de vida cuja construção levou anos e anos para ser feita é o principal objetivo de Carolina Ramos. Recém formada em Nutrição (UNICEUB), ela diz que a passagem da jovialidade para a o mercado de trabalho e a vida adulta foi muito confusa. “A pressão social para que eu tivesse sucesso pós faculdade rapidamente não me fez bem. Muito pelo contrário: eu fiquei muito confusa”, relembra. 

Além disso, pelo fato de ter escolhido um curso da área da Saúde, ela conta que a cobrança parecia ser ainda maior. “Além de tudo, temos uma responsabilidade sobre os pacientes”, diz.

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Conversamos com Andres Awoyele sobre a entrada na vida adulta e na faculdade com 17. Como resultado,no Instagram da Factual900!

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