Veganos: Como vivem?

As influenciadoras digitais Ana Kariline Carvalho Costa e Marina Penido Colerato mostram como é a rotina de uma pessoa vegana.

Os produtos veganos vêm ganhando mais espaço no mercado, o que os torna mais acessíveis ao público e ajudam a aumentar o número de adeptos a esse estilo de vida.

Ana Kariline Carvalho Costa (29) é um deles. Vegana há quase 15 anos, Ana Kariline é dona de uma hamburgueria vegana e possui uma conta no Instagram (@aninhavegan) e um canal no Youtube voltados à disseminação da cultura do veganismo​. O processo de transição não foi tão difícil quanto se imagina, uma vez que para ela, a compaixão pelos animais sempre foi algo muito presente e nunca permitiu que duvidasse de sua decisão.

Portadora de hipotiroidismo, Ana acredita que o veganismo ajudou a melhorar sua saúde, diminuindo o “efeito sanfona” causado pela doença e melhorando sua disposição e imunidade.

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Ana Kariline em um post recente em seu Instagram

Outra adepta desse estilo de vida é a jornalista Marina Penido Colerato (@marinacolerato), de 32 anos, fundadora do perfil no Instagram, @modefica, e da agência de comunicação voltada para sustentabilidade no ramo da moda, @futuramoda.co. Marina tinha um certo receio em comer animais, “comer vaca, peixe e frango tava bom” e que “comer carneiro, jacaré, caranguejo, e outros animais ‘exóticos’ não é necessário e não faz sentido algum”, mas tornou-se vegana após necessidades relacionadas à saúde (retirada da vesícula) e também por ser intolerante à lactose. Marina sempre enfrentou dificuldades na hora de se alimentar de leite e derivados, já que, por gostar tanto, saberia que sofreria depois por conta de seu organismo.

A selfie mais recente de Marina no Instagram

Quando questionadas a respeito de uma possível desistência, ambas respondem de maneira praticamente igual: “Nunca,(…), pensando nos animais, no meio ambiente, não teria como ser diferente”, contou Ana ao FACTUAL900.

Muito além da alimentação

Mas o veganismo para Ana e Marina vai além do que uma questão pessoal. Elas querem tirar proveito do cenário cada vez mais favorável ao surgimento de digital influencers para atrair seguidores, não necessariamente para obter likes, mas para gerar reflexão, “Eu só sou e vou lá e falo sobre isso, tento desmistificar e trazer pontos de atenção para o tema”. Eu só espero que as pessoas parem um minuto e reflitam sobre”, como disse Marina.

Uma pesquisa feita pelo IBOPE em 2018, mostra que cerca de 29 milhões de brasileiros se declaravam vegetarianos, o dobro de 2012. Em 2018 o portal estadunidense “Quartz” informou que as buscas no Google por veganismo superaram exponencialmente a procura por vegetarianismo.

Ainda segundo as pesquisas do IBOPE, 55% dos entrevistados se disseram dispostos a consumir mais produtos veganos se houvesse melhor sinalização nas embalagens e se os produtos tivessem o mesmo preço daqueles de origem animal. “Pensando em industrializados veganos, pode se notar alguns preços mais altos, já que são produtos com pouca demanda (como produtos para diabéticos, celíacos) […] não podemos focar a nossa alimentação nesses produtos, temos que focar em alimentos menos processados, como grãos, legumes, frutas, logo vemos a diferença gritante dos preços, muito mais baratos.”, disse Ana ao Factual 900.

Não é difícil achar produtos veganos. Marina recomenda vendinhas e restaurantes específicos (https://www.instagram.com/p/B1-NLTznNqG/), “o Foursquare, acho um app ótimo para descobrir lugares”.

Mas e a maquiagem?

Ao ser questionada sobre cosméticos, Ana aconselha: “Primeiro, não precisamos de alguns produtos. Se você não encontra algo que queira, você pode fazer. Hoje em dia há muitas receitas na internet. Você consegue aprender a fazer shampoo, cremes, balm, maquiagens, etc. […] você pode substituir um demaquilante, por algum óleo vegetal, como óleo de girassol, óleo de uva, de coco, etc. O óleo vegetal retira a maquiagem e não agride a sua pele já que é natural.”

As instagramers representam duas faces da moeda vegana: enquanto Ana faz amplo uso de produtos como “protetor solar, creme para o corpo, rímel, pó compacto”, Marina conta que “produtos de beleza, por exemplo, uso o que ganho. Marcas me mandam coisas e eu experimento, (…). Não sou muito apegada a nenhum produto muito específico, não”, e de qualquer um dos jeitos, está ótimo. Sobre moda e cosméticos veganos, ambas ainda têm um pé atrás em relação às grandes marcas que acabam enxergando o veganismo como mais um nicho de mercado. “Há muitas pequenas marcas que não usam químicas nos produtos que possam vir a afetar o meio ambiente e buscam uma linha de trabalho mais ética, que não sobrecarregue os trabalhadores que produzem os produtos”, diz Ana.

O veganismo na sociedade atual

“Produto vegano é igual qualquer outro produto na nossa sociedade de consumo. Você pode amar, odiar ou ser indiferente a ele. (…) Pra mim a dificuldade do veganismo não está no que comer, no que vestir, no shampoo que usar. Isso é secundário. Está na mentalidade de cada um, nas barreiras mentais colocadas por uma sociedade que vive da exploração dos seres não-humanos e da natureza. Quebrar esse pensamento de naturalização da exploração é o passo mais importante. Depois lidar com os comentários de familiares e amigos. Hoje, o que eu mais vejo são pessoas querendo adentrar o veganismo e o vegetarianismo virando chacota e desistindo porque todo mundo ao redor, ao invés de incentivar, mina a vontade da pessoa. A dificuldade é o hábito e o profundo desconhecimento sobre a questão.”, disse Marina.

Uma pesquisa feita pelo IBOPE em 2018, mostra que cerca de 29 milhões de brasileiros se declaravam vegetarianos, o dobro de 2012. Em 2018 o portal estadunidense “Quartz” informou que as buscas no Google por veganismo superaram exponencialmente a procura por vegetarianismo. Ainda segundo a mesma pesquisa, 55% dos entrevistados se disseram dispostos a consumir mais produtos veganos se houvesse melhor sinalização nas embalagens e se os produtos tivessem o mesmo preço daqueles de origem animal. “Pensando em industrializados veganos, pode se notar alguns preços mais altos, já que são produtos com pouca demanda (como produtos para diabéticos, celíacos) […] não podemos focar a nossa alimentação nesses produtos, temos que focar em alimentos menos processados, como grãos, legumes, frutas, logo vemos a diferença gritante dos preços, muito mais baratos.”, disse Ana ao Factual900.

Não é difícil achar produtos veganos. Marina recomenda vendinhas e restaurantes específicos (link para o último post), “o Foursquare, acho um app ótimo para descobrir lugares”.

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