Quem foi Charles Manson?

Conheça a história do “Novo messias”, Guru de seita americana que manipulou seguidores na década de 60

Por: Enrico Malizia, Felipe Toniolo, Guilherme Mello e Gustavo Baldassare.

O livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas” mudou a cabeça de um homem, que mudou a cabeça de várias pessoas, que formaram uma Seita Hippie responsável por matar diversas pessoas, inclusive atores de Hollywood, em nome de um homem: Charles Manson.

Resultado de imagem para seita de charles manson
Charles Manson com o passar do tempo.

Primeiro de tudo, na orla de Los Angeles, Manson se sentava com garotas em sua volta. Estas garotas chamavam outras pessoas, principalmente mulheres, para ouvirem as histórias do Guru, sobre paz, amor, e o fato de ele ser o novo Jesus Cristo.

Finalmente, fazendo fama por Santa Mônica, na Califórnia, pessoas do bairro entravam para o grupo. Uma dessas pessoas foi Dianne “snake” Lake, que na época tinha apenas 14 anos. Dianne escondeu por 40 anos esta parte de sua vida, até que escreveu o livro “Membro da família: minha história sobre Charles Manson”. Na obra, ela confirmou a existência da seita, os abusos, e que todas estavam apaixonadas por quem acreditavam ser o novo Messias.

Resultado de imagem para dianne lake member of the family: my story of charles manson, life inside his cult, and the darkness that ended the sixties
“Aos 14, eu me tornei uma das garotas do Manson. Aos 17 ajudei a colocá-lo na prisão, esta é minha história”. Livro de Dianne Lake, “Membra da família”

Primeiros sinais de um fanático frustrado

Devido à razão de constante recusa de produtores Manson mudou, sobretudo na frente das garotas, afirmou Dianne, que completou “Algumas não percebiam porque Charles era esperto demais, e as dopava com LSD. Mas, eu colocava na língua e cuspia assim que ele virava”.

Além disso, o Guru nunca se esqueceu de um desses produtores: Terry Melcher. Manson sabia onde Terry morava em Bervely Hills e um dia foi tirar satisfações com o produtor, mas descobriu que havia se mudado, vendendo a casa ao diretor de cinema Roman Polansky, e a atriz Sharon Tate. Charlie nunca se esqueceu deste endereço, e a frustração só aumentava.

Da mesma forma que Dianne, o escritor e jornalista americano Jeff Guinn também escreveu um livro sobre Charles Manson, sua única biografia autorizada. Em uma reportagem, a equipe do Fantástico (programa dominical da TV Globo) afirmou que o sonho de Charles era ser cantor, que enganava as meninas, as tornando fanáticas por ele para que cantassem juntos, e assim realizassem o sonho do Guru de ser um músico famoso. “Como músico, tinha o mesmo valor do que como Guru: era uma fraude” afirma Jeff Guinn.

O que fez Manson começar a agir

Em 1968, foi lançado o álbum Branco dos Beatles, e Manson tinha certeza de que a música “Helter Skelter” era para ele, e que seria um sinal da guerra entre negros e brancos nos Estados Unidos. “Será um apocalipse, e fugiremos para o deserto” dizia Charles aos seus seguidores, segundo Dianne. Para ajudar neste eminente caos, Manson, cada vez mais racista e ofensivo, invocou seus fiéis para cometerem assassinatos, que simulariam ser de autoria de negros, membros dos Panteras Negras.

Na madrugada do dia 9 de agosto de 1969, quatro participantes da seita, da confiança de Manson saíram do rancho Spahn, onde viviam e foram rumo a Bervely Hills. Quem dirigia o carro era Tex Watson, um dos únicos homens da seita, e também o único que sabia o real motivo da missão: matar todos que viviam na antiga casa do produtor, Terry Melcher, que esnobou Charles Manson.

Ao lado de Tex estavam Linda Kasabian, Susan Atkins e Patricia Krenwinkel, todos sob efeitos de drogas. No começo da manhã do dia 9, todos da casa já estavam mortos, incluindo a atriz Sharon Tate, que estava grávida. Seu marido e diretor de cinema, Roman Polansky se safou, porque estava na Europa. E as mortes não pararam por aí.

Resultado de imagem para seita de charles manson
Membros da seita de Manson.

O preço final

Como resultado, a polícia relacionou pelo menos mais 10 mortes. Manson obrigava seus “discípulos” a escreverem supostas frases que relacionavam os crimes aos Panteras Negras: “Morte aos porcos (polícia)”; “revoltem-se” etc. Depois de quatro meses as autoridades revelaram – não se sabe bem como – que os autores dos crimes eram da gangue Hippie de Charles Manson.

Ainda mais, o julgamento durou nove meses e meio e foi encarado pelos culpados como uma brincadeira. Charles Manson, Susan, Patricia e Tex foram considerados culpados e condenados a prisão perpétua. Dois depoimentos foram imprescindíveis: o de Dianne Lake e o de Linda Kasabian, que nunca chegaram a matar ninguém.

Resultado de imagem para seita de charles manson
Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Leslie Van Houten durante o julgamento, 1970.

Certamente Charles Manson era um homem frustrado, com uma infância difícil que culpava o mundo pelo seus pesares. A partir disso, fez a mente de pessoas e se divertia por isso, apesar de seu sonho de ser um músico nunca ter sido alcançado.

Consequentemente, a partir de dados dos livros de Diane e de Jeff dizem que mais de quinhentas pessoas faziam parte da seita no rancho Spahn.

Leia mais sobre fanatismo:

Fanatismo nos esportes e suas consequências para os torcedores

Siga-nos nas redes sociais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *