Mercado vegano cresce, mas ainda faltam produtos

O veganismo não se restringe apenas a alimentação
fonte: Pixabay

Por Anna Flavia Bastos, Carolina Sigaud, Caroline Brito, Giovanna Breion e Giovanna Scarparo

Levar uma vida de vegetariano não é fácil no Brasil. Embora 14% da população já seja declarada assim, segundo o Ibope, ainda faltam produtos para atender à demanda. E isso explica por que esse mercado se expande tanto. A indústria de produção de artigos de beleza, moda e alimentícios verdes cresce 40% ao ano para atender aos estimados 5 milhões de veganos.

declarada assim, segundo o Ibope, ainda faltam produtos para atender à demanda. E isso explica por que esse mercado se expande tanto. A indústria de produção de artigos de beleza, moda e alimentícios verdes cresce 40% ao ano para atender aos estimados 5 milhões de veganos.

Veganismo, vegetarianismo e ovolactovegetarianismo são termos que distinguem as diferentes formas de se abster de produtos de origem animal. Embora já seja possível encontrar produtos veganos em redes de supermercados (como Sonda e Carrefour), eles ainda não atendem aos diferentes tipos de consumidores. Os cosméticos, por exemplo, são produzidos com óleo de coco e vegetais. Esses produtos apresentam vários benefícios para o meio ambiente e para a pessoa que os utiliza.

A atriz e cantora Gabriella Boiani é ovolactovegetariana (consome derivados de ovos e leite) e usa produtos veganos. Ela utiliza o seu Instagram como um meio de divulgação de suas “Eco Sessions”, em que Gabriella faz vídeos mostrando produtos veganos e que não agridem o meio ambiente. “Parei de comer carne por conta da exploração animal, depois ao entrar no meio e pesquisar sobre, foi introduzindo outras mudanças na minha vida e também mais relacionadas ao meio ambiente e o impacto negativo do agronegócio”, disse ela ao Factual900. “Hoje é o principal motivo.” Desde que virou ovolactovegetariana, em 2016, Gabriella afirma que sente mais fome, porque a digestão dos produtos naturais é mais rápida. “Mas o que senti foi a diminuição de cheiros fortes corporais”, diz.

Atriz e cantora, Gabriella Boiani
fonte: https://www.facebook.com/boianig/

                Uma grande dificuldade para os veganos é encontrar produtos em um custo mais baixo. Os itens de beleza são caríssimos. Maquiagens não testadas em animais, produtos como shampoo e cotonetes com menos plástico, calcinhas absorventes e itens de higiene pessoal são raros em perfumarias e farmácias. Muitas marcas anunciam que são veganas, mas na prática não passariam no teste de laboratório.

Muitas pessoas, sem saída, decidem fazer seus produtos em casa. Já é possível encontrar receitas de vários produtos na internet, como o desodorante vegano, feito com óleo de coco, bicarbonato de sódio e óleos essenciais; máscara de acne e oleosidade, feita com argila branca ou verde e vinagre de maçã; batom, feito com óleo vegetal, giz de cera e manteiga de cacau; pasta de dente, feita com bicarbonato de sódio, xilitol, óleo de coco e menta ou hortelã desidratada, entre outros.

A indústria da beleza é uma das maiores responsáveis por problemas ambientais, seja pelos testes feitos em animais ou pelas embalagens de plástico duro não-reciclável. Isso sem mencionar a água gasta para fabricar diversos produtos. Algumas marcas têm optado por alternativas mais “verdes”, como o shampoo em barra, que reduz a quantidade de água e plástico necessários. É o caso da Needs e da Afaggio, marcas de cotonetes feitos de papel em vez de plástico, reduzindo a quantidade desse material jogada na natureza (uma postura muito positiva, considerando que até hoje, apenas 9% do plástico produzido no mundo todo já foi reciclado).

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