eSports: A evolução da diversão

Destaque para o palco de eSports da BGS na entrada da feira. —  Foto: Arthur Novaes

Ao pensar em eSports, não se imaginava a proporção que esses games alcançariam nos dias atuais. Mas, afinal, o que seria essa modalidade que já não é apenas um hobby para os jovens ao redor do mundo?

Diferentemente dos esportes comuns, o eSport ou esporte eletrônico é praticado em qualquer computador, celular ou videogame. O que era considerado um momento de lazer por muitos acabou contendo um dos maiores campeonatos mundiais e se tornando renda de muitos adolescentes. Os jogos mais famosos, como League of Legends, Counter-Strike e Fifa, são os que mais contêm campeonatos e times. Mas se tornar um jogador profissional de eSport não é apenas sentar em uma cadeira e apertar uma meia dúzia de botões. Os pro-players (ou jogadores profissionais) têm um grande treinamento diário, que requer muito de suas capacidades mentais e estratégicas. 

CAMPEONATOS 

Os campeonatos de jogos parecem algo muito recente, porém o primeiro foi em 1972, organizado pelos alunos da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. O prêmio era um ano de assinatura da revista Rolling Stones

Nos dias de hoje, com a evolução dos gráficos e a disseminação da banda larga, os cenários de jogos eletrônicos se expandiram para outras fronteiras. Em uma final do campeonato mundial de League of Legends realizado na Coreia do Sul, a média de público pagante foi de 20 mil torcedores, comparável a um público de estádio em uma partida de futebol.

Estande de teste do futuro lançamento Minecraft Dungeons na BGS 2019 — Foto: Maria Eduarda Arruda

Em pesquisa, o Grupo Sachs prevê que os esportes eletrônicos alcançarão, em 2022, uma audiência similar à da NFL (National Football League), liga nacional de futebol americano, que contém hoje uma média de 22,7 milhões de espectadores.

A expansão dos eSports se dá também nas premiações, cada vez mais polpudas. A atual Copa do Mundo de Fortnite 2019 premiou o jovem Kyle “Bugha” de 16 anos com US$ 3 milhões, o equivalente a R$ 11,4 milhões.

ESPORTS COMO PROFISSÃO

Na Coréia do Sul, encontramos os maiores eAtletas do mundo. Contendo quase metade de sua população consumidora de games, o país incentiva o eSport como profissão e modo de renda de seus jovens. Os sul-coreanos têm a cultura dos games implantada no seu dia-a-dia, onde os campeonatos são televisionados e seus atletas, tratados como celebridades. 

Nos Estados Unidos, os pro-players de League of Legends, Counter-Strike e Fortnite já são considerados oficialmente como atletas e recebem o “Visto P1”, dado para atletas com feitos ou habilidades extraordinárias. É o mesmo que outros esportistas recebem, como jogadores de basquete, futebol americano, entre outros. 

No Brasil, a prática do esporte não é tão incentivada. Os familiares valorizam muito uma formação acadêmica, algo que não é requisitado na carreira dos gamers. Em entrevista a Factual 900, o pro-player de League of Legends, Gustavo “Minerva”, contou sobre as maiores dificuldades de ser um eAtleta no Brasil: “Começa no ponto do preconceito. Eu sou jogador profissional de LOL e quando falo isso, a pessoa me pergunta: O que você faz além disso?”.

Os eSports ainda não são televisionados com a mesma frequência das demais modalidades. No Brasil, apenas a Sportv, aos finais de semana, transmite o CBLOL (Campeonato Brasileiro de League of Legends) e algumas partidas de torneios de CS:GO (Counter Strike Global Offensive). Em pesquisa pelo grupo Goldman Sachs, essas streamings tem mais visualizações que as renomadas HBO, Netflix e ESPN juntos.

Durante o evento da Brasil Game Show que rolou entre os dias 9 e 13 de outubro deste ano, o gamer de Counter-Strike, Matheus Anhaia “Tuurtle” deu uma entrevista exclusiva à Factual 900, durante a cobertura feita no dia 10, e contou quais as maiores dificuldades que um eAtleta sofre no Brasil e também contou um pouco sobre sua trajetória na Detona Gaming, um dos maiores times de Counter-Strike do Brasil e do mundo. 

Confira a entrevista:

Siga-nos nas redes sociais

3 comentários em “eSports: A evolução da diversão”

  1. Muito bom ver a visibilidade que o esports está tomando e o crescimento profissional nesse mundo dos games.
    Grande fã da detona, muito boa a entrevista!!!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *