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Dicas de viagem: como economizar durante os passeios

Por: Ana Laura Ferrari, Bianca Lucarelli, Enzo Volpe, João Pedro Ribeiro e Maria Eloisa Barbosa

Lilian Ferrari, de 49 anos, é uma biomédica formada pela UNESP. Depois de um emprego numa farmacêutica multinacional, as viagens passaram a ser parte importante de sua vida profissional. Na entrevista com a Factual900, ela deu dicas de como economizar e planejar uma viagem.

Por quanto tempo você viajou?

L: Viajei por 18 anos, 90% das viagens a trabalho, eu parei de viajar faz exatamente sete anos.

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Lilian Ferrari

O que mais vale a pena? Levar as roupas pra viagem ou comprar lá?

L: Como pela empresa a gente viajava por uma classe especial, em geral, classe executiva quando o voo era acima de 4h, valia mais a pena levar as roupas porque eu podia viajar com duas malas de 32 quilos. Hoje em dia, acho que precisa pensar para onde você vai e qual clima que você tem no lugar, se vale a pena viajar com tudo que você precisa ou comprar alguma coisa lá.

Como você planeja uma viagem barata em família?

L: A primeira coisa que a gente vê é um lugar que agrade a todo mundo e pelo menos 80% da família não conheça. Um segundo ponto que eu procuro é fazer pesquisa de passagem aérea, que é o que pesa mais em uma viagem. Se você for viajar de avião, isso corresponde a mais da metade do valor total da viagem. Então, eu pesquiso, coloco alerta no celular e no computador para aquele destino quando as passagens estão mais baratas.

O terceiro ponto é planejar com antecedência. Quanto antes você compra passagem, reserva hotel, pousada, muito mais barato fica. Quarto ponto é tentar não viajar em temporada porque se você viajar fora da temporada, você consegue preços melhores e dá até para estender o tempo que você fica no lugar. A passagem, a estadia, a alimentação ficam mais baratas fora das altas temporadas.

Como você economiza na questão de alimentação e transporte?

L: Hoje em dia, a gente tem muito programa de pontuação/fidelidade. Então, tudo que você compra no cartão de débito ou crédito, a gasolina que você coloca, as lojas que você frequenta… com esses cartões, você vai ganhando pontuação. Uma das coisas que eu mais faço é juntar toda essa pontuação para poder reverter isso em passagem aérea ou transporte terrestre. Então, por exemplo, às vezes, a gente viaja para o Sul e quer fazer mais que uma cidade. É mais barato ir até o aeroporto mais em conta, pegar um carro e baratear o transporte.

A parte de alimentação, em geral, a gente escolhe uma pousada ou um hotel que tenha um excelente café da manhã. A gente faz essa refeição de forma caprichada, depois dá uma beliscada na hora do almoço. À noite, como geralmente eu escolho chalé ou quarto que tenha uma cozinha conjugada, dá para trazer também as coisas da cidade e fazer a refeição no hotel.

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Lilian com sua família

Às vezes, é mais barato alugar um lugar com a família toda?

L: Quando não dá para viajar muito longe com avião e tudo isso, a gente busca por uma chácara, um sítio, aí aluga por uma temporada, uma semana, dez dias. Costuma sair mais barato que um hotel e você pode levar um número maior de pessoas, cada um vai no seu carro. Além disso, a gente faz as compras em atacados, que são supermercados mais baratos. Compra uma grande quantidade e a gente mesmo prepara a nossa refeição no lugar em que estamos, isso barateia demais o custo e dá para se divertir do mesmo jeito. Mas precisa da ajuda e colaboração de todo mundo, porque senão fica nas costas de um só e é complicado, aí esse um não se diverte.

O que fazer quando passar dos limites das compras?

L: Quando a gente viaja, tem de ter consciência do quanto pode gastar. Então, como eu planejo com antecedência, já não tem mais o gasto com transporte e hotel. A gente tem uma reserva, sabendo o quanto pode gastar com alimentação, com diversão. Assim, dá para fazer algum passeio que não está naquele pacote inicial. Não dá para comprar tudo que a gente vê. Claro que tem muito lugar que a gente tem vontade de trazer a casa, mas isso não dá, porque tem a limitação do peso e a limitação do cartão de crédito, que tem juros altíssimos.

Então, é procurar se planejar e trazer só o necessário: uma lembrança pro seu cantinho do mundo, uma peça de roupa que você gostou demais porque é da região, uma lembrança pros que são mais próximos, bem simbólico. Já que você está indo para passear, para conhecer, a maior bagagem que você tem que trazer é conhecimento e a lembrança. Pagar excesso de peso em voo, ter que despachar material, despachar caixa é caro, peso no bolso bastante.

Quais são os ótimos destinos para não gastar muito?

L: Tudo isso é relativo. Se você planeja, você consegue ir para Paris com pouco dinheiro. Mas se você não se planeja, você não vai nem de São Paulo para Jundiaí ou uma cidade próxima sem gastar muito. Mas o segredo é que tem alguns destinos que são mais baratos que outros. Pesquisar, por exemplo, por países que a gente acha que não são interessantes na Europa, pode ser porta de entrada para outros países que a gente quer conhecer. Você pode ir para pequenos países da Europa e depois fazer as viagens pelas fronteiras dos outros países maiores. Você pode entrar nos Estados Unidos por Newark em vez de Nova Iorque, economiza uma boa grana e conhece o país do mesmo jeito. Tudo vai depender do seu planejamento, mas dá para viajar com pouca grana, sim.

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