Crise editorial: Livraria Cultura

Fundada no ano de 1947 na Rua Augusta, na cidade de São Paulo, a Livraria Cultura tornou-se, ao longo dos anos, uma das maiores redes do ramo no país. Entretanto, após sucessivos períodos de crise financeira, a Livraria fundada por descendentes de judeus da Alemanha ganha repercussão com a notícia do seu processo de recuperação judicial.

O crescimento da Livraria Cultura foi muito grande ao longo das décadas do século XX, fato que levou o grupo à aquisição das ações da Fnac (do francês Fédération nationale d’achats des cadres) e do marketplace de livros Estante Virtual. Todavia, o cenário atingiu o ápice da crise no ano de 2018, quando foi aberto pela empresa um pedido de recuperação judicial; após fechar lojas, reduzir o quadro de funcionários e encerrar as atividades da Fnac no Brasil.

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Livraria Cultura no Conjunto Nacional, localizado na Avenida Paulista, em São Paulo.

Em parte com fornecedores e bancos, a dívida da Cultura estava estipulada em R$ 285 milhões, no dia 25 de outubro de 2018. Já no ano de 2019, o pedido de recuperação foi aprovado com mais de 90% dos votos dos credores, conforme publicado pelo “Valor” à época. Além disso, outra saída encontrada pelos dirigentes da rede foi propor a venda da Estante Virtual, como a própria Cultura informou no dia 16 de setembro desse ano, alegando que o site não possuía mais importância estratégica. Com cerca de 4 milhões de consumidores cadastrados, a venda da plataforma online é mais um dos sinais de crise profunda da empresa e da área de livros em si, em todo o território nacional.

Atualmente, o grupo conta com 15 lojas físicas abertas pelo Brasil e espera não ter que “fechar as portas de vez”. Aguarda, também, o desenrolar de suas dívidas, que pela decisão do juiz Marcelo Barbosa Sacramone, deverão ser pagas diretamente aos credores, ocorrendo, portanto, a homologação do plano de recuperação judicial.

Quando questionada sobre os motivos da conjuntura trágica, a Livraria Cultura afirma veementemente ser vítima da crise que assola o país desde 2014, sendo “apenas mais um grupo de empresas que enfrentou perdas no país”.

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