Como é ser uma host family no Brasil: “O aprendizado cresce em relação a empatia”

Duas mulheres compartilham suas experiências como host families no Brasil.

Resultado de imagem para host family
Imagem: Host Family & YES Exchange Students (Flickr)

Uma das maiores preocupações ao se preparar para um intercâmbio é o local de estadia. Muitos acabam por escolher uma homestay, onde o intercambista se hospeda na casa de uma família, uma host family, o que pode facilitar a adaptação ao novo ambiente.

Estamos acostumados a ouvir histórias de pessoas que foram para o exterior e moraram com uma host family, porém muitos não percebem que também é possível ser uma no Brasil. A escolha de receber esses intercambistas pode partir de um interesse de ter a experiência internacional de um intercâmbio sem precisar fazer um ou fazendo uma espécie de troca de filhos, onde uma família recebe o filho da outra, onde o seu está se hospedando: como o Rotary oferece.

Resultado de imagem para rotary international

Conversamos com duas mulheres que foram host families, uma de Mogi das Cruzes, Sintia Renata Spegiorin, e a outra de Amparo, Silvia de Mello. Elas receberam intercambistas de países como Estados Unidos, Japão, Itália, França, Inglaterra, Alemanha e México.

Silvia diz que os jovens que ela hospedou vieram para o Brasil para “conhecer mais de nossa calorosa cultura e também porque haviam mais vagas”. Ambas as mulheres receberam intercambistas pelo Rotary, que oferece uma ficha com os dados, costumes e gostos de cada um, além de cursos e palestras. Elas se prepararam para sua chegada procurando saber um pouco mais deles e de sua cultura para deixá-los mais confortáveis.

Silvia conta que foi o choque de cultura, principalmente com seu intercambista japonês devido às grandes diferenças culturais. Para superar esse obstáculo, eles se comunicaram em inglês para conhecê-lo melhor, adaptando-se a ele, “o importante é ter muito carinho e mostrar para os jovens que você hospeda que  nesse momento você é a família dele e deixá-los seguros”.

No caso de Sintia, o primeiro contato foi por e-mail, estreitando relações entre sua família e os adolescentes que vinham, para que a estadia fosse agradável para ambas as partes. “Foi como se tivéssemos amigos dos meus filhos em casa”, tudo que faziam antes, também faziam com o jovem estrangeiro, mesma escola, mesmos clubes, realmente procurando mostrar sua cultura e costumes. Além disso, para ela, a troca de experiências foi válida, porque também usou o tempo para aprender um pouco da do seu hóspede.

Por receber intercambistas de países com culturas mais próximas, Sintia não sentiu nenhum choque de cultura, apesar do estudante alemão ser mais reservado, não foi algo significativo. Mesmo a situação da língua, que não falavam a nativa de seu hóspede no início, se comunicaram ou em inglês ou pelo pouco de português que os jovens já sabiam.

Silvia afirma que “se fosse necessário, faria novamente, pois o momentos bons superaram as dificuldades que em alguns momentos tivemos.” Enquanto Sintia diz que atualmente não repetiria a experiência, “seria como um novo filho adolescente”, já que hoje apenas vivem ela e seu marido. Ambas dizem não houverem mudanças significativas na rotina familiar após os intercambistas irem embora, porém fica para trás a saudade daqueles que se tornaram mais próximos, tendo um “carinho muito especial por eles e eles por nós” nas palavras de Sílvia.

A experiência de ser uma host family proporciona um novo aprendizado, de como conviver com pessoas de diferentes culturas, levando a um aumento na empatia e tolerância uns com os outros.

Siga-nos nas redes sociais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *