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Adoção de animais: os prós e os contras

É importante levar em conta aspectos positivos e negativos quando o assunto é adoção de animais

Por Diego Gimenes, Giulia Andrade, Igor Foltram e Nádia Antonioli

Em 44% das casas brasileiras, há um cachorro de estimação. São 52 milhões deles, o que representa bem mais do que os lares com crianças (em torno de 45 milhões) no Brasil. A pesquisa do IBGE, de 2015, revela ainda que quatro de cada dez animais domésticos são adotados. E o número de animais abandonados é alarmante: cerca de 30 milhões deles vivem pelas ruas.  

Diante dessa realidade, é importante discutir quais os prós e os contras de pagar por um animal ou não. Para Tatiana Pivato, veterinária na Clínica Amazing Pets, o principal aspecto positivo da compra é conhecer previamente as características do seu pet, diferente da adoção de animais: “Você pode comprar sabendo o tamanho que ele vai ficar, o temperamento dele, se é cão de guarda ou não etc”. Já a estudante de medicina veterinária Débora Machado ressalta que o lado negativo é reforçar a ideia de que animal é objeto. Em geral, esse é um fator que contribue para que canis tratem os animais somente como renda.

Prós e Contras da adoção de animais

Com relação à adoção de animais, não deixa de ser necessário uma cautela com a organização, empresa ou Instituto responsável pelos bichinhos. Tatiana é contra as feirinhas que expõe os animais ao calor, sol, barulho e pessoas que querem interagir com eles o tempo todo. Adotar, no entanto, é afetivo. 

A estudante Débora Machado defende a adoção de animais
A estudante Débora Machado defende a adoção de animais – Foto Arquivo Pessoal

“Geralmente, os animais que já viveram em situação de rua são muito amorosos e gratos com o seu novo dono pela segunda chance que tiveram”, relatou Débora, que era dona de Cristal, um cão maltês adotado em 2003. Além da situação de abandono, há também os pets que são resgatados de pessoas que maltratam ou canis clandestinos. 

Fábrica de filhotes

As “Fábricas de Filhotes”, que visam o lucro com a venda, começaram a ficar conhecidas por conta de suas práticas cruéis. Nesses locais, os animais são maltratados, ficando presos em gaiolas, sem cuidados médicos, necessidades básicas. As fêmeas vivem unicamente para procriar, cruzando até ficarem exaustas. De acordo com a Humane Society, uma organização defensora de animais, cerca de 2 milhões de filhotes são vendidos anualmente para varejistas só nos Estados Unidos. São mais de 10 mil fábricas espalhadas pelo país. 

Canis Clandestinos

É muito comum ainda a existência de canis clandestinos, na maioria das vezes não regulamentados ou fiscalizados. Nesses estabelecimentos, os animais são apenas objetos de venda e vivem em situações deploráveis. Um caso famoso é o de um canil irregular na cidade de Piedade, no interior de São Paulo. Havia 1,5 mil cães mantidos no local apenas para reprodução e comercialização. Um forno era utilizado para incinerar os animais indesejados.

Certa vez, a médica veterinária Tatiana contou que atendeu a um animal vindo desse tipo de canil. “O cachorro chegou para mim quando ele tinha 4 anos, pois o antigo dono que o adotou se mudou para uma casa com muita escada. Ele tinha duas hérnias de disco. E tinha muitos problemas comportamentais: era esganado para comer porque já tinha passado muita fome”, lembra ela. O animal acabou ficando com ela e viveu mais 10 anos, morrendo de câncer no fígado. “Acredito ter decorrido de algo que sofreu quando era pequeno. A pessoa desse canil foi presa por vender o animal e não o entregar.”

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